Deus é o Supremo Formador de Pares Perfeitos

Por que o namoro, que deveria ser uma experiência maravilhosa, muitas vezes se transforma em fonte de dor? A dor associada ao namoro é frequentemente descrita como "decepções dolorosas", e para muitas pessoas, essa jornada não conduz à aproximação da pessoa com quem se planeja um futuro casamento, mas sim a decepções e ansiedades significativas.

Existem diversas razões pelas quais as pessoas buscam relacionamentos amorosos, e as principais costumavam incluir: combater a solidão, encontrar um parceiro para o casamento, sentir-se desejado, desenvolver habilidades sociais e emocionais, preparar-se para o casamento, relacionar-se com o sexo oposto, e seguir a expectativa cultural de que namorar é algo positivo.

No entanto, apesar de todas as opiniões favoráveis sobre o namoro, minha experiência foi marcada predominantemente por "decepções dolorosas". No fundo, eu acreditava que nossos corações não foram criados para se unirem apenas para serem repetidamente quebrados. Essa reflexão suscitava em mim a convicção de que deveria haver uma abordagem mais saudável e satisfatória para as relações amorosas, distante das desilusões frequentes que encontrava.

DIFERENÇA ENTRE NAMORO E CORTEJO

O livro "Escolhendo o Melhor de Deus: Sabedoria para um Relacionamento Duradouro", do Dr. Don Raunikar, destaca os princípios do cortejo, que têm sua base em Deus e são fundamentados na Bíblia. O cortejo é descrito como um processo bíblico de busca e seleção de um parceiro que glorifica a Deus, enquanto simultaneamente honra e respeita ambos os envolvidos. Em contraste, o namoro é apresentado como uma alternativa secular ao cortejo, cujos princípios estão centrados no homem e são determinados culturalmente.

O autor destaca que, ao criar o desejo de intimidade, o relacionamento humano mais forte e íntimo, Deus não considerou Seu trabalho criativo em Adão completo até que Ele criasse Eva. O propósito subjacente a essa criação era a busca da unidade. No entanto, muitas pessoas buscam encontrar essa realização fora do casamento. O livro argumenta que, quando essa busca ocorre, a unidade resultante é falsa, ilusória - algo que aparenta ser real até que a pessoa se exponha à luz de Deus, momento em que percebe a fragilidade, vaziez e falta de esperança em seu relacionamento.

UNIDADE FALSA

Ele argumenta que casais que se envolvem em namoro muitas vezes desenvolvem uma unidade ilusória que se assemelha a um casamento, mas carece do compromisso e responsabilidade inerentes a esse compromisso.

O impacto dessa ligação, seja física, emocional ou espiritual, fora do contexto do casamento, é significativo. Mesmo depois de se separar, uma parte da pessoa permanece conosco, tornando a superação quase impossível. Os pensamentos e emoções continuam a ser atraídos para o passado, tornando difícil estar completamente presente no momento atual.

O autor explora a noção de "unidade física ilusória", que surge quando indivíduos não curados de relacionamentos anteriores carregam consigo memórias e lembranças de parceiros sexuais passados. O ato sexual cria uma ligação entre as pessoas, e essa ligação se estende aos parceiros anteriores de cada pessoa envolvida. O autor cita 1 Coríntios 6:16 para sustentar essa ideia: "Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, DOIS NUMA SÓ CARNE."

A falsa unidade emocional é explorada, indicando que compartilhar emoções além do necessário para uma amizade pode resultar em uma ligação insalubre. A dor de uma separação ou de um relacionamento prejudicial exemplifica essa falsa unidade. O autor também discute a "Unidade Espiritual Ilusória", enfatizando que a intimidade espiritual é o nível mais profundo de um relacionamento. Reservar essa integridade espiritual para o parceiro escolhido por Deus é vital, citando Malaquias 2:15 como suporte: "Não foi o Senhor que os fez um só? Em corpo e em espírito eles lhe pertencem."

A importância de discernir entre uma boa escolha e a escolha de Deus é destacada. O autor enfatiza que buscar a vontade de Deus é crucial ao escolher um parceiro.

O texto também levanta a questão crucial de se Deus deseja que alguém se case ou permaneça solteiro. O autor ressalta que, assim como o casamento, a solteirice é um presente de Deus. Ele encoraja a aceitação da vontade divina, assegurando que Deus preencherá qualquer vazio com algo ainda melhor, caso a chamada seja para uma vida de solteirice.

SER SOLTEIRO É O MELHOR TEMPO PARA O AUTOMELHORAMENTO 

A sociedade muitas vezes encara o estado de solteiro como algo negativo, como se houvesse algo errado com a pessoa. Ao enfrentar a pergunta comum "Por que você está solteiro?", uma resposta poderia ser: "Ser solteiro é um período de autoaperfeiçoamento e evolução em direção ao seu eu autêntico". O casamento, segundo essa perspectiva, não é a união de duas metades, mas de duas pessoas inteiras. O tempo de solteiro permite que você descubra quem é e o que deseja em um relacionamento.

É um período dedicado a investir em si mesmo, em seu tempo, em seus ministérios e em causas que terão um impacto duradouro no reino de Deus. A sugestão não é evitar namorar, mas sim ter cuidado ao permitir que alguém entre em sua vida. É um apelo para não conceder a alguém acesso irrestrito ao seu coração, pois você é valioso. A escolha de namorar não deve ser motivada por razões egoístas, como conseguir uma refeição grátis, combater a solidão, buscar entretenimento ou apenas para sentir-se desejado. O autor reconhece a importância de proteger o coração, mesmo diante de experiências de namoro desafiadoras.

Mesmo diante de desafios e experiências menos positivas, o autor destaca a importância de manter a fé de que, se estiver nos planos de Deus, Ele o unirá a pessoa certa, especialmente designada para cada indivíduo.

A exortação à coragem é inspirada no salmo, incentivando a resistência em seguir seu próprio cronograma e esperar pelo tempo de Deus. A espera, segundo o autor, é um instrumento que Deus utiliza para refrescar, renovar e ensinar. O texto chama a atenção para o chamado de Deus para um padrão mais elevado do que o do mundo e insta a não deixar o medo de não encontrar um parceiro levar a tomar decisões precipitadas, pois Deus é o supremo formador de pares perfeitos e sempre reserva o melhor para aqueles dispostos a esperar.

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